26 junho 2015

Acontecem coisas...

ou

Escrevendo sobre  os acontecimentos da vida 
enquanto a vida esta acontecendo.

Pensei em participar de várias TAG´S que vi nesse mundo louco que é a Blogosfera. Até mesmo, as que eu mesma criei para o "Lado Milla" (hoje é dia de #canção de segunda) para "camuflar" a minha ausência de mais de dez dias aqui no Blog. O bom e velho "Hiatus" cairia bem nessas horas... Porém, esse Blog foi criado para escrever sobre a vida enquanto a vida esta acontecendo (E está acontecendo MUITAS coisas.) só estava faltando um "tempinho" para escrever aqui.

Prometi que iria escrever sobre esse ultimo semestre (Aulas, Getep's e estágio...) e esse semestre que esta "quase..." acabando e eu ainda não tinha tomado a devida vergonha na cara em escrever um texto falando sobre o meu ultimo semestre. E aqui estou, prestes a entregar o ultimo trabalho desse semestre e semana que vem apresentar o TCC do estágio específico que nos últimos dois meses resolveu dar um giro de 260° ( um dos melhores giros...).


 Diferente da grade curricular do semestre anterior, esse ano estava com aulas todo dia da semana das 08:00 á  12:10. Porém, os dias disponibilizados para estágio ficaram "vagos" sendo que o meu estágio era na terça e quarta no período vespertino.

Seminários Integrativos;  Essa matéria acabou perdendo o sentido ao decorrer do semestre... Apresentamos a apresentação do TCC mas, não tivemos uma avaliação da qualidade da nossa apresentação.

Crianças e adolescentes em instituições: Conheço a professora que ministrou essa matéria de outras matérias que fiz ao longo do curso... e esse semestre, como no semestre anterior eu tomei um "chá de Marcela" literalmente com estágio e Getep. Porém, a matéria em questão diferente do semestre anterior, foi um pouco "chatinha" pois a maioria dos alunos não tinham experiência e não estavam fazendo estágio em nenhuma instituição com crianças.

Terapia Cognitiva-Comportamental: Foi a matéria mais chuchu do semestre! Deveríamos ter essa aula no inicio da graduação não no ultimo semestre pela importância dos assuntos.... A professora foi a mais querida do semestre também!

Estágio e GETEP foi algo diferente de todos os estágios que fiz nesses dois últimos semestres da faculdade de Psicologia... O trabalho foi com os imigrantes/refugiados Haitianos que estão morando na cidade de Florianópolis/SC. Teve estágio na Pastoral do Migrante que deu um giro de 260° no estagio inteiro e uma enxurrada de histórias e aprendizados que eu vou levar para a vida!

APRESENTO O MEU TCC SEMANA QUE VEM!!!
TORÇAM POR MIM.

Apesar de estar "enrolando" com a ultima leitura e o livro estar na minha bolsa (vergonha.). Nesse primeiro semestre eu li ONZE livros! A minha ultima leitura eu praticamente resenhei para as colegas de faculdade de tanto que eu amei odiar pois, o livro Ele está de volta do autor Timur Vermes:

"A história se passa em Berlim em 2011, Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Hitler mal pode identificar sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher. As pessoas, claro, o reconhecem — como um imitador talentoso que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiência no YouTube, ele ganha o próprio programa de televisão e todos querem ouvi-lo... ".

O nazismo e conhecido desde os dias de hoje como uma vergonha na História Mundial! A ideia desse livro foi boa. Porém, a leitura se transforma em um humor sádico... Parei em vários trechos durante a leitura para me recompor, não acreditando que alguém pronunciaria aquelas mesmas palavras do famoso "discurso de Hitler" em nenhuma época do mundo! 


A vida continua louca e breve.... Decidi continuar indo duas vezes por semana no campo de estágio na Pastoral do Migrante fazendo um trabalho mais de "voluntária"até o final desse ano.

PS1: Talvez eu escreva mais aqui depois da apresentação de TCC.
PS2: Talvez...



10 junho 2015

Você sabe por que eu sou assim?




Quando Deus perguntou: Ouvido? eu entendi olvido e preferir não ter. 
E aí começou tudo.
Ele me disse: Cara? eu aí ouvi tara e disse: a mais extravagante.
Ele me disse Vista? eu entendi crista e pedi vermelha.
Ele me disse: Testa? eu ouvi fresta e disse: Bem estreita.
Dente eu entendi pente e disse: Não preciso.
Nariz, trocado por raiz, resultou em um bem comprido.
Tronco? eu escutei ronco e exigi bem curto.
Braços eu entendi traços e pedi bem finos.
Confundi cor com flor e pedi amarela.
Cabelo eu entendi camelo e recusei, é claro!
Jeito eu entendi leito e pedi bem mole.
E quando ele perguntou Talento? eu entendi tá lento,disse que estava realmente achando tudo muito devagar e ele aí me deu esse acabamento, assim, às pressas. Que é pra eu aprender A OUVIR e a prestar mais atenção na outra encarnação.

Millôr Fernandes

06 junho 2015

Mês a mês:Minha estante de livros



No mês de Abril eu comentei aqui no Blog que iria participar de dois projetos fotográficos. Hoje no dia 05/05 é dia do projeto mês a mês que consiste em postar cinco fotos de sua preferência e para esse mês das mães escolhi : "A evolução da minha estante".



Faz pouco tempo (menos de três anos...) que decidi organizar os meus livros em "um canto" do meu quarto até ter a minha TÃO sonhada estante. No inicio do ano de 2012, eu guardava na prateleira da capela da minha cama.

Em 2013 comprei alguns moveis novos para o meu quarto  me desfiz da minha cama estilo capela comprei um guarda roupa branquinho  e coloquei os meus livros  (e comprando mais livros,,,) em uma das prateleiras do guarda roupa. 




Desde as mudanças do móveis no meu quarto eu estava "namorando" uma estante baratinha para guardar os meus livros. No dia internacional do livr  chegou a estante que eu tinha comprado antes do feriadão de Pascoa e no mesmo dia passei um pano molhado para tirar a poeira que veio da loja e no mesmo dia arrumei as Cinco prateleiras! E as duas gavetas #animação!


Atualmente, os meus livros estão ocupando duas prateleiras da estante:1) Livros lidos e 2) Livros não lidos.




Veja o Mês das outras blogueiras que estão participando do Projeto: 

03 junho 2015

Diálogo nas Entrelinhas...

— E aí, Sumida?

(Pô, boy, não ferra. Não vê o caos que essa pequena palavra me causa? Eu tava indo bem, sabe? Bebendo minha rotina como se ela fosse um sonífero de qualidade ruim, tentando escapar de qualquer jeito das memórias que cutucam meu corpo cansado. Eu tô cansada de tanto pensar em você. Você não faz ideia, boy, mas tomo overdose tua todas as noites, quando deito a cabeça no travesseiro. Não preciso nem dormir, porque você me vem em sonho de olhos abertos, enquanto fico patética encarando o teto do quarto, imaginando qual teto que te cobre...) 
— E aí, tudo bem?

(Ah, morena, mesmo não movendo nenhuma vírgula para te encontrar precisava te encarar e perguntar o porquê que você saiu tão apática daquela festa... Eu esperava que você ao menos gritasse e esperneasse. Queria saber o que você estava sentindo me vendo com outra... Ops, agora é minha namorada..)
— Tudo certo, senti sua falta. 

(Cínico. Cínico, escroto, idiota, imbecil. Tenho tanta raiva tua, que poderia lançar esse celular na parede. Como assim, cara? Vem me chamar de sumida e dizer que sente minha falta? Se sente minha falta, por que não veio me procurar? Ai como eu sou burra!!! Eu deveria estar rindo de você por sentir minha falta, ao invés de ficar feliz por essas mensagens minimalistas que dizem pouco, mas dizem demais. Odeio você. Isso. Exatamente isso que vou te responder. O-d-e-i-o-v-o-c-ê...)
— Senti tua falta também.

(Ah, morena, nós estávamos nos vendo com certa frequência que confesso já estava me sentindo “sufocado”, mas, depois percebi que a sua presença me faz falta... A culpa é sua! Por ser tão 8 ou 80 e “mimadinha”). 
— E aí, saindo muito?

(Queria te dizer que ando saindo demais, mas a verdade é que ando me escondendo do mundo. Sei lá, boy, estava com medo de esbarrar no teu sorriso e quebrar meu coração de novo... Deu um trabalhão danado colar pedaço por pedaço. Agora meu coração pulsa levemente descoordenado. Meio manco, talvez. Então, sendo bem sincera, eu não ando saindo. Nada. Só vou à padaria, comprar um pedaço de sonho, para tentar adoçar do lado de dentro...)
— Sim, muito. E você?

(Mais ou menos. Tenho feito aqueles mesmos "programinhas de casal". No começo foi gostoso... Ela não sorriu pelo fato do meu quarto ser da cor "azul calcinha" e confessou logo depois que não achou graça... Ah, morena, como você me faz falta: seu sorriso meio torto, sua gargalhada escandalosa e sua forma estranha de falar sobre os seus sentimentos).
— Sim, bastante também.

(Good for you. Deve ser bom ter uma namorada parceira, não é? Como fui besta de acreditar que eu e você naquele quarto era suficiente. A gente tinha um céu só nosso e o mundo poderia acabar com a gente ali dentro que, para mim, tudo estaria bem. Fui inocente em crer que éramos suficientes por sermos só. Mas tudo bem. Vida que segue, não é? Mesmo doendo demais aqui dentro — e que eu não transpareça essa dorzinha miúda — quero que você seja feliz. Enormemente feliz. É isso...)
— Foi bom conversar contigo... Mas preciso ir. 

(Te encontrei passando de carro próximo ao meu bairro. Será que você me viu? Foi rápido, mas, percebi que a sua expressão estava apática... Ah, morena, confesso que" sua ausência em mim fez morada..." li isso em algum lugar.)
— Hei, espera... Tens vindo muito para o "Sul da ilha"?

(Devo confessar? Mudei a rota da minha vida, só para tentar esbarrar na tua. Contei não? Sou levemente masoquista e tento me torturar com memórias que o estômago já enjoou de remoer. Vou sempre para o Sul da Ilha, porque tem muito de nós dois perdido naquelas esquinas e seria insanidade demais permitir que a memória te esqueça...)
— Não... Bem pouco. 

(Quero te encontrar! Quero muito te encontrar. Quero você de novo).
— Ok, a gente se encontra por ai...


#plural é um projeto do blog Palavras e silêncio da M° Fernanda Probst

02 junho 2015

#01 D. Rosa: E o peso da vida...

Livremente inspirado nesse blog genial aqui

Eu estava cansada, Eram mais ou menos 13:00 horas e eu já estava no estágio na Pastoral em um dia a típico (naquela semana, teve GETEP na faculdade me impossibilitando de ir na quarta-feira que é o meu dia de estar na Pastoral.). Não estava tão entediada... mas, confesso que queria que chegasse as 17:00 horas rapidinho para finalmente ir para casa.

As minhas Sextas-feiras costumam ser os dias mais calmos da semana. Não tenho aula, então posso acordar mais tarde do que o costume e almoço em casa. No estágio, geralmente é calmo também... Os "perregues" maiores costumam ser no inicio da semana, e quando digo perrengues é o que estamos acostumadas a fazer na Pastoral: documentação, procura de emprego ou de informações.

Sentei na mesa ao lado e comecei a folhear alguns textos da faculdade daquela semana. Percebi um certo tumulto lá fora, mas não me interessei de ir olhar para ver oque estava acontecendo realmente. Derrepente eu ouvi um grito outras vozes indecifráveis no primeiro momento:

_Pelo amor de Deus! ajudem essa senhora... Ela diz que vai se matar!!!

Eu tive a sensação de ter dado um pulo! De tão rápido que andei em direção a porta... E ouvi outra vez alguém falar "ela vai se matar!" e fui em direção ao portão de entrada para a Pastoral e encontrei uma senhora de 70 anos com aproximadamente 1,40cm com uma aparência sofrida 

Ela estava sentada no canteiro de tijolinhos a vista. Sentei ao seu lado, e comecei a lhe ouvir:

_ Não aguento mais. Hoje sai de casa com esse pensamento: "Vou pedir ajuda, se ninguém me ajudar eu me mato...".

Sem chance de perguntar nada no inicio acabou me deixou sem resposta... Só me veio um pensamento: 1) Preciso entrar com essa senhora na paróquia 2) Ligar para "algum lugar" que possa dar essa assistência.

_Senhora, vamos entrar e conversar um pouco... 

Olhei a menina que trabalha comigo na Pastoral e pedi para ligar para o SAMU... 
A minha sorte, é que tinha uma sala "disponível" que é dos padres da paróquia tinha duas poltronas e aquilo acabou transformando em uma "sala de atendimento" ideal.

_ Ok, vamos conversar... O que aconteceu com a senhora?

_Eu quero me matar! Para acabar com essa tristeza e esse aperto no meu coração... Quando eu estou em casa veem esses pensamentos ruins.

_A senhora mora com quem?

_ Moro sozinha. Não tenho marido, nem filhos... Ninguém!

NINGUÉM Essa palavra veio com um "peso" direto pro estômago e acabou transformando-se em eco "Ninguém, ninguém, ninguém...." . 

_ A senhora mora aonde? Conhece algum vizinho que mora próximo a sua casa?

_ Moro no "Morro da Fumaça", os meu vizinhos já tem o problemas deles e o assunto gira em torno de drogas são drogados ou traficantes e morro de medo dessas coisas. Essa minha mão, - ela teve AVC sua mão ficou fechada impossibilitando-a de abrir e um dos seus pés são tortos deixando ela andando manca- os policiais uma vez me abordaram achando que era drogas que eu tinha nas mãos quase morri de tanta dor... 

_ Nossa... 

Virou para um lado da parede que tinha um crucifixo grudado na parede _ E u se que isso é pensamento do "inimigo" Deus não aceita essas coisas... Mas, as vezes eu me sinto vontade de matar alguém e até me matar... 

_ Quero ir embora menina. Vocês, não poderão me ajudar mesmo... - e, foi saindo da sala. - Já na porta. Tentei fazer a senhora mudar de ideia dizendo que já tinham chamado o SAMU e eles já estavam a caminho.

A senhora retornou a sala em que estávamos e sentou em uma das poltronas. Ofereci uma xícara de café, para ganhar um pouco mais tempo até a chegada do SAMU... E conversar um pouco mais

Depois de 1:30min, o SAMU chegou. O enfermeiro fez os primeiros exames na senhora: mediu a pressão, verificou a temperatura... Conversamos mais um pouco, e logo depois a ambulância levou a senhora para o IPQ e logo depois para a Colônia Santana. Mas, antes disso me deu um abraço bem forte e agradeceu: 

_Obrigado.Pela conversa e pelo cafezinho...

01 junho 2015

Clipe - Qualquer gato vira lata...



Depois de ser desprezada pelo namorado mimado e mulherengo, Tati busca maneiras de reconquistá-lo. Para isso, ela procura Conrado, um professor de biologia que defende uma polêmica tese sobre as conquistas afetivas humanas e as atitudes dos animais.

Os atores do filme participaram pela "webcam" cantando "Eu só vou gostar de quem gosta de mim" e transformaram em um clipe MUITO apaixonante.
Aperte o PLAY ...

  

Espero ansiosamente pelo filme Qualquer gato vira lata 2 que será lançado no dia 4 desse mês.
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