Lidosde2017
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10 de agosto de 2017

#MLI2017 - Resultado das Leituras


Eu participei da Maratona Literária de Inverno (#MLI) pela primeira vez em 2015.

Os livros que escolhi para a minha TBR foram livros que eu pretendia ler, sem seguir nenhum tema proposto pela Maratona as minhas escolhas literárias eram livros estavam na parte dos livros não lidos há um tempinho... Naquela época, Seria um mês de LEITURA INTENSA! Porque eu estava de recesso da faculdade e o meu estágio terminaria em junho... Porém, escolhi acrescentar um mês no meu estágio de Psicologia (estagiei nas férias!).Resultado: Flopei!

Esse ano, Eu escolhi os livros para ler na Maratona de acordo com os desafios propostos pelo Victor do canal Geek Freak. Os níveis eram; fáceis, intermediários ou hardcore. O que eu escolhi foi o Nível Fácil. (Ler um livro com a capa azul: Passarinho - Crystal Chan, Ler um livro com menos de 200 páginas: A probabilidade Estatística do Amor e Ler um livro que você comprou pela capa: Tudo aquilo que nunca foi dito Marc Levy.

A grande diferença do ano anterior, foi o " sucesso " dos posts que eu falo dos livros que escolhi para a Maratona Literária de Inverno e a resenha do livro Em Algum Lugar nas Estrelas que foi um "esquenta" para a MLI.
Eu li até a página 100 do livro A probabilidade Estatística do Amor a leitura foi se arrastando e acabou empacando e não consegui conciliar essa leitura chata com o dia-a-dia e antes de ter uma ressaca literária resolvi então, abandonar a leitura... E ler outros livros que não estavam na minha TBR.


Ler um livro com menos de 200 páginas: A probabilidade Estatística do Amor 
Em uma dessas saídas encontrei o livro versão chuchu com capadura do livro O Pequeno Príncipe da editora Agir e é uma das leituras que eu mais gosto de re-ler quando tenho alguma oportunidade.


Comprei a trilogia “O Lar da srta. Peregrine para crianças peculiares”. E já li o primeiro livro da trilogia e pretendo resenha-lo contando as minhas impressões dessa história fantantica!


O livro do mês de Julho do Turista Literário foi o livro ECOS, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan pela editora Darkside, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. 


“Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música.„

Alguém aí participou da maratona? Como foi? 
A idéia dessas maratonas é ler mais livros do que você é acostumado a ler. Acredito que não flopei pois, li outros livros... Pretendo ler os livros que inclui na minha TBR em outro momento, como fiz nas maratonas passadas. 

Foi muito gratificante participar da Maratona Literária de Inverno de 2017 e pricipalmente por recerber tanto carinho e incentivo por meios dos comentários de vocês e eu já vou ficar esperando a maratona de verão!


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3 de maio de 2017

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida





”Ela teve a chance que Anne Frank não teve. A Guerra que Salvou a Minha Vida é um livro sobre as muitas batalhas que nós precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo. A Segunda Guerra vista pelos olhos de uma menina que se transforma em uma refugiada em seu próprio país.”


A Guerra Que Salvou a Minha Vida Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017/ Páginas: 240
Idioma: português
Editora: DarkSide Books



A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.
“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”
 A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.
-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. 
“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”
Além da "guerra pessoal" que Ada vivia com os abusos e maus tratos e da sua mãe. A guerra mundial em que seu pais iria enfrentar, daria a ela a chance de sair daquela casa e assim, quem sabe, todo aquele sofrimento acabariam.


A Inglaterra estava contra a Alemanha, o mais seguro a fazer era mandar todas as crianças de Londres para cidades do interior, para morar com outras famílias. Inicialmente sua mãe deixou apenas James ir, mas Ada resiste e consegue fugir. Os dois irmãos então embarcam para essa nova etapa, mas as coisas não são fáceis. Eles não recebiam muitos cuidados maternos, não sabiam ler e escrever e até não sabiam como funcionavam algumas atividades básicas do dia a dia. Então eles tinham muitas coisas a aprender. Ao chegarem na cidade, eles são os últimos a serem escolhidos para novos lares, e iniciam uma convivência com Susan, que nunca quis ter filhos e não sabe como cuidar de duas crianças. Essa reviravolta faz com que Ada tenha mais liberdade e comece a perceber que ela é uma pessoa importante e tem total direito e possibilidades de conhecer o mundo lá fora.


A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história. A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões.




Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e e descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.



O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.
Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – 


Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.




”Eu tinha perguntado. Persistência era não desistir de tentar.”

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24 de março de 2017

Resenha: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar



Apenas seja feliz, e, se você não conseguir ficar feliz, faça coisas que o deixem feliz. Ou fique sem fazer nada com as pessoas que o fazem feliz.






A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar
A Vida e as Palavras de Esther Grace Earl
Ano: 2014 / Páginas: 448
Idioma: português
Editora: Intrínseca



Sinopse: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

A Esther era uma adolescente, feliz, cheia de vida. Era dotada de uma criatividade ímpar, ela sempre conseguia olhar a vida com otimismo e esperança, mesmo nos piores momentos. Seu sonho era ser escritora e, desde cedo, embarcou no universo literário criando seus textos e mantendo um registro em seu diário. 

Infelizmente, aos doze anos, Esther morava na França com a sua família, foi diagnosticada com câncer da tireóide papilar metastático. Passou por cirurgia, tratamentos de radioterapia, iodo radioativo e foi cuidada por uma equipe composta por multiprofissionais dedicados. Apesar de este ser um câncer com bons prognósticos de cura na maioria dos pacientes, em Esther se apresentou de maneira mais avançada e agressiva comprometendo rapidamente o funcionamento dos seus pulmões e rins.


Esther acabou tendo que se mudar para os EUA e precisou largar o colégio em razão das inúmeras idas ao hospital e da ingestão de medicamentos que a deixaram fraca. Apesar de ter emagrecido muito, perdido os cabelos e tido diversos problemas de pele, Esther sempre fez questão de acompanhar seu tratamento de perto, discutindo com os médicos as melhores intervenções e fazendo objeções quando não concordava com algo. A menina encontrou refúgio nas palavras, que lhe ofereceram um porto seguro, um local de desabafo e de comunhão com amigos e família. Apesar de Esther não ter podido escolher o final do seu livro, marcou a vida de todos que a conheceram e será para sempre uma estrela brilhando no céu que nunca vai se apagar.

Comentários de familiares e amigos de Esther Earl sobre o livro "A estrela que nunca vai se apagar".

  

O livro A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar é um livro biográfico da Esther Grace Earl com trechos do seu blog chamado (...) e com trechos redigidos pela sua mãe dos videos que ela fazia no seu canal do Youtube e cartas escritas pelos/para seus amigos dos seus amigos virtuais do Catitude.


"Mãe, sei que sou só uma criança, mas posso dizer que passar pelo câncer me ajudou a crescer. (...) E, se eu tivesse a escolha de voltar no tempo de alguma forma e impedir o câncer, eu não faria isso, porque mudaria muitas coisas. Só queria que você soubesse que talvez eu não me importe muito de ter câncer. É parte de mim no momento, e acho que sou uma pessoa de bastante sorte. (...) se eu não tivesse ficado doente, não ficaria pensando nas pessoas com a doença... Eu sentiria pena do tipo "ah... coitado" em vez de solidariedade sincera."


"Então é... ultimamente venho pensando que, se e quando eu morrer, gostaria de passar por mais uma coisa normal de adolescente, que é beijar um garoto. =) (...) Você pode não acreditar, mas quero uma porcaria de beijo. É uma coisa normal que eu talvez nunca tenha, mais uma coisa que vou perder."

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