“Primeiro, gostaria de deixar registrado que a ideia toda de escrever isto não foi minha. Foi de Dave. Meu terapeuta...”. Ao ler as primeiras páginas do livro O Último Adeus escrito por Cynthia Hand eu pensei na possibilidade de começar a escrever um diário terapêutico em dois momentos: antes e depois da terapia com a Psicóloga.
Depois de dois anos de pandemia & isolamento social, voltei a fazer terapia com outra Psicóloga. Acho que acumulei questões nesses últimos tempos e senti que os problemas estavam transbordando para todas as áreas da minha vida. Observo que, na minha fala terapêutica vai faltando o ar na medida que eu vou falando... É como se eu estivesse corrido uma maratona antes de falar.
Na primeira sessão, antes mesmo de completar a primeira frase eu comecei a chorar. Eu estava realmente transbordando aquela semana. Foi como abrir as “gavetinhas” da minha cabeça e jogar a bagunça dos meus sentimentos para Alguém arrumar naquele momento terapêutico. No final das contas, esse Alguém que vai organizar essas coisas sou eu mesma mas é “libertador” ter um apoio terapêutico nesse momento.
Até a próxima!
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