16 de maio de 2018

A história por trás de 'Bella Ciao', hino dos protagonistas de 'La Casa de Papel'


Todo fã de verdade de La Casa de Papel, a série espanhola de ficção que mostra quase em tempo real um assalto bilionário à Casa da Moeda de Madri, já conhece Bella Ciao, a canção entoada pelos protagonistas em momentos-chave da trama .



A música é ouvida pela primeira vez em um flashback que mostra os personagens Professor (Álvaro Morte) e Berlim (Pedro Alonso). Berlim pede que o Professor prometa que eles não serão presos se as coisas se complicarem durante o assalto. A canção também é entoada em outros momentos da série (vamos evitar dar mais spoilers aqui).

Muitas pessoas podem não saber, mas Bella Ciao tem muita história, não é uma canção feita para o popular seriado da Netflix.

A música foi hino da resistência italiana contra o fascismo de Benito Mussolini e das tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa referência aparece na série, sendo revelada pela personagem Tóquio (Úrsula Corberó), ao falar do mentor do assalto. "A vida de Professor girava em torno de uma única ideia 'Resistência'. Seu avô, que tinha ficado ao lado dos 'partigiani' (como são chamados os heróis da resistência antifascista na Itália) para derrotar os fascistas na Itália, lhe havia ensinado essa música e depois ele nos ensinou", diz ela numa cena.

A canção 'Bella Ciao' foi entoada em diversas manifestações celebrando o 73º aniversário da liberação da Itália do fascismo

Na última quarta-feira, 25, quando a Itália celebrava 73 anos de sua libertação do nazifascismo, a música foi entoada em diversas cidades do país. 

Mas a origem de Bella Ciao pode ser ainda mais antiga. 
Alguns sugerem que a melodia é uma adaptação de uma canção Klezmer, um gênero que emerge da tradição musical de judeus asquenazes, da Europa Oriental. Mais especificamente de "Oi Oi di Koilen", do acordeonista ucraniano Mishka Ziganoff, que foi gravada em Nova York em 1919.

Ao ouvir esta melodia em iídiche (dialeto das comunidades judaicas da Europa Central e Oriental) são várias as semelhanças com Bella Ciao.

O hino da resistência italiana teria sido levado ao país por um imigrante que estava nos Estados Unidos. De acordo com outra versão, Bella Ciao teria surgido das canções populares das trabalhadoras dos campos de arroz do vale do rio Pó, no norte da Itália, no século 19. Canções populares como Picchia alla porticella e Fior di tomba têm trechos que lembram Bella Ciao.

O personagem Berlim em cena de 'La Casa de Papel'

Hino internacional de resistência


Mas a história de Bella Ciao não termina aí.

Nos anos 60, a música se tornou um hino popular durante as manifestações de trabalhadores e estudantes na Itália.

No governo de Silvio Berlusconi, partidos de esquerda italianos cantavam a música antifascista como forma de protesto.

Mais recentemente, durante uma manifestação de bancários por aumento salarial em Buenos Aires, os funcionários parodiaram a letra de Bella Ciao e cantaram para o governo de Mauricio Macri: 

"Somos bancários, queremos aumento e Macri tchau, tchau, tchau".

Manifestantes na Turquia usam as máscaras de Salvador Dalí dos personagens de 'La Casa de Papel'

Em 2013, Bella Ciao foi entoada em protestos em Istambul e, em 2014, nos atos pró-democracia em Hong Kong. Na Grécia, partidos de extrema esquerda também utlizaram a canção em campanhas eleitorais.

Há várias versões de Bella Ciao em ritmos que vão do punk ao ska. A canção foi gravada por Mercedes Sosa e Manu Chao, entre outros.

No Chile, no início dos anos 1970, durante o governo de Salvador Allende, o grupo Quilapayún adotou Bella Ciao como uma canção de protesto.


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12 de maio de 2018

Dia das Mães: 5 filmes com mães protagonistas


Hoje é comemorado o Dia das Mães. O cinema sempre está de olho nessa personagem forte e que nos dias de hoje precisa lidar com família, filhos, emprego e vida pessoal sempre tudo ao mesmo tempo agora. Que tal aproveitar essa importante data então para assistir a uma lista de filmes que trazem mães fortes e lutadoras como protagonistas? Pegue a pipoca, o refrigerante ou suco e chame a sua mãe para assisti-los, rir e chorar junto com você.

Tudo sobre Minha Mãe (1999)






O cineasta espanhol Pedro Almodóvar compreende a essência feminina como poucos. Em um dos seus melhores trabalhos, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o diretor lança seu olhar apurado sobre questões como maternidade, identidade de gênero, amor e morte. O filme narra a história de uma mãe solteira em Madri que vê a morte do seu filho único no dia de seu aniversário de 17 anos. A partir da dor da morte do filho, ela decide ir em busca do pai, uma travesti que vive em Barcelona.

Uma Prova de Amor (2009)




Nesse dramalhão feito para chorar, Cameron Diaz é a mãe de uma adolescente que sofre de câncer e ainda tem que lutar na justiça contra a caçula, que foi concebida com o objetivo de salvar a irmã mais velha doando órgãos. O longa mostra o conflito entre a personagem de Diaz, que abdicou de tudo para cuidar da filha doente, e da caçula, focando também no quão difícil é para uma mãe a ideia de perder um filho.

Minha Mãe e Eu (2016)




O filme narra a história de uma fotógrafa deseja produzir um ensaio sobre o papel da Mãe em diferentes famílias. Buscando modelos, ela conhece diferentes histórias que a ajudaram a enxergar suas relações com sua família de uma nova maneira. As mães que protagonizam o longa são interpretadas por Sharon Stone, Susan Sarandon, Courtney Cox, Christina Ricci e outras

Perfeita é a Mãe! (2016)




Essa comédia que fez bastante sucesso nos cinemas joga por terra todos os estereótipos de como ser uma mãe perfeita. Cansada da responsabilidade de ser uma mãe solteira, Amy e outras duas amigas também mães se juntam em uma noitada para fazer uma série de coisas infantis e irresponsáveis que, na teoria, só deveriam ser feitas por homens.

FALA SÉRIO, MÃE! (2017)





Ângela Cristina (Ingrid Guimarães), mãe da adolescente Maria de Lourdes (Larissa Manoela), está tendo a experiência de guiar sua filha durante uma das fases mais complicadas da vida. Ela vive uma montanha-russa de emoções, com medos, frustrações e um caminhão de queixas para descarregar. Por outro lado, Malu, como prefere ser chamada, também tem suas insatisfações. Teimosa, sofre com os cuidados excessivos e com o jeito conservador da mãe.


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10 de maio de 2018

6on6 - Palco


Nos arquivos desse humilde Blog teve várias postagens no estilo XonX. Esse tipo de projeto pede pessoas compromissadas que deem satisfação não somente para dar os devidos créditos... Mas acabei conhecendo muita gente legal lá no grupo Corte Vermelha, decidi então, entrar na onda da Luana do Memorialices e entrei novamente no projeto das seis fotos mensais.

O tema decidido para o mês de abril foi "Livre" então todas tivemos uma enorme liberdade para decidir o que fotografar. Decidi colocar fotografias de palco dos shows que eu ja fui.

Sempre começa pela música. Pelo assunto, e não pela técnica. Fotografar música é conhecer o som, prestar atenção nos músicos, entender como eles estão interagindo em cima do palco e, depois de entender o que está acontecendo ali, fazer um clique. Ou dois, sempre calmos e certeiros. Na hora que a música pediu. 
Dani Gurgel







1e2 - Esse foi o meu primeiro show que fui da banda, do segundo show da mesma na minha cidade¬¬ dessa vez não me liguei muito no set-listdo show, mas só não entraram no set duas musicas que serão lançados no novo álbum. 

A musica “Oração” foi à primeira musica a fazer sucesso por causa da internet, mas, a banda não corre mais o risco de ser conhecidos como A banda de uma musica só tendo outras musicas da banda que valem a pena ouvir: Mercadorama, #mimimi (vai entrar no segundo álbum…), Solitária, Boa pessoa,Nunca, Meu príncipe (vai entrar no segundo álbum…) e Aos garotos de aluguel.

3-Na penúltima musica do show o Mano Changes pede para as mulheres subirem no palco. O Nando (esse da fotografia) na mesma hora olhou para mim berrando -Vem, sobe!!!- quando eu vi, eu tinha entregado a minha cerveja para o segurança e tava no palco junto com outras meninas e interagindo e tirando selfie com o pessoal da banda. 

4e5-Em 2008 tive á chance de conhecer os guris da banda Acústicos e Valvulados que cantava a música "Fim de Tarde" e "Quintal" que eu ouvia incansavelmente naquelas madrugadas no meu rádio de pilha...

Entre show's e chalaças... Fiz uma conta rápida e eu Debutei no Rock Mendigo no show da semana passada... Tem coisas que não mudam nunca (que bom!) o “tremilique” é o mesmo do primeiro show de 2008... A saudade são devidamente sanados, os momentos, as lembranças e as histórias "... são coisas que não cabem em um encarte de CD..." como cantava um outro cantor lá do Sul.


Não se esqueçam de ir conferir as fotos da Kammy, Luana, Eva, Isa e Vanessa :)


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© Lado Milla
Maira Gall