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16 de maio de 2018

A história por trás de 'Bella Ciao', hino dos protagonistas de 'La Casa de Papel'


Todo fã de verdade de La Casa de Papel, a série espanhola de ficção que mostra quase em tempo real um assalto bilionário à Casa da Moeda de Madri, já conhece Bella Ciao, a canção entoada pelos protagonistas em momentos-chave da trama .



A música é ouvida pela primeira vez em um flashback que mostra os personagens Professor (Álvaro Morte) e Berlim (Pedro Alonso). Berlim pede que o Professor prometa que eles não serão presos se as coisas se complicarem durante o assalto. A canção também é entoada em outros momentos da série (vamos evitar dar mais spoilers aqui).

Muitas pessoas podem não saber, mas Bella Ciao tem muita história, não é uma canção feita para o popular seriado da Netflix.

A música foi hino da resistência italiana contra o fascismo de Benito Mussolini e das tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa referência aparece na série, sendo revelada pela personagem Tóquio (Úrsula Corberó), ao falar do mentor do assalto. "A vida de Professor girava em torno de uma única ideia 'Resistência'. Seu avô, que tinha ficado ao lado dos 'partigiani' (como são chamados os heróis da resistência antifascista na Itália) para derrotar os fascistas na Itália, lhe havia ensinado essa música e depois ele nos ensinou", diz ela numa cena.

A canção 'Bella Ciao' foi entoada em diversas manifestações celebrando o 73º aniversário da liberação da Itália do fascismo

Na última quarta-feira, 25, quando a Itália celebrava 73 anos de sua libertação do nazifascismo, a música foi entoada em diversas cidades do país. 

Mas a origem de Bella Ciao pode ser ainda mais antiga. 
Alguns sugerem que a melodia é uma adaptação de uma canção Klezmer, um gênero que emerge da tradição musical de judeus asquenazes, da Europa Oriental. Mais especificamente de "Oi Oi di Koilen", do acordeonista ucraniano Mishka Ziganoff, que foi gravada em Nova York em 1919.

Ao ouvir esta melodia em iídiche (dialeto das comunidades judaicas da Europa Central e Oriental) são várias as semelhanças com Bella Ciao.

O hino da resistência italiana teria sido levado ao país por um imigrante que estava nos Estados Unidos. De acordo com outra versão, Bella Ciao teria surgido das canções populares das trabalhadoras dos campos de arroz do vale do rio Pó, no norte da Itália, no século 19. Canções populares como Picchia alla porticella e Fior di tomba têm trechos que lembram Bella Ciao.

O personagem Berlim em cena de 'La Casa de Papel'

Hino internacional de resistência


Mas a história de Bella Ciao não termina aí.

Nos anos 60, a música se tornou um hino popular durante as manifestações de trabalhadores e estudantes na Itália.

No governo de Silvio Berlusconi, partidos de esquerda italianos cantavam a música antifascista como forma de protesto.

Mais recentemente, durante uma manifestação de bancários por aumento salarial em Buenos Aires, os funcionários parodiaram a letra de Bella Ciao e cantaram para o governo de Mauricio Macri: 

"Somos bancários, queremos aumento e Macri tchau, tchau, tchau".

Manifestantes na Turquia usam as máscaras de Salvador Dalí dos personagens de 'La Casa de Papel'

Em 2013, Bella Ciao foi entoada em protestos em Istambul e, em 2014, nos atos pró-democracia em Hong Kong. Na Grécia, partidos de extrema esquerda também utlizaram a canção em campanhas eleitorais.

Há várias versões de Bella Ciao em ritmos que vão do punk ao ska. A canção foi gravada por Mercedes Sosa e Manu Chao, entre outros.

No Chile, no início dos anos 1970, durante o governo de Salvador Allende, o grupo Quilapayún adotou Bella Ciao como uma canção de protesto.


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23 de abril de 2018

Canção de Segunda: Eu Preciso Dizer Que Te Amo - Cazuza


O local da criação de Eu Preciso Dizer Que Te Amo foi uma propriedade que a família de Cazuza possuía, em Fazenda Inglesa, Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Foi composta a seis mãos por Bebel Gilberto, Dé Palmeira (na época namorados) e Cazuza.


Inspirado com a melodia sendo criada, Cazuza – que na época estava lendo muito a Bíblia – introduziu na letra os seguintes versos: Eu preciso dizer que te amo, desentalar esse osso da minha garganta. Bebel conta que Cazuza queria usar isso e disse a ele que os versos eram muito fortes. “Caju, essa parte não está encaixando muito bem, não tem outra coisa que você queira dizer?”, sugeriu a cantora. Eu fiz uma busca no Google para ver se encontrava esse trecho da Bíblia, mas não obtive resultado.. De acordo com Bebel, esta foi a última música feita para o disco de estreia dela, um EP (extended play), lançado pela WEA, em 1986, batizado com o nome da cantora.



Primeiro disco de Bebel Gilberto (1986) e que trazia Eu preciso Dizer que Te amo pela primeira vez

“O processo de criação foi espontâneo. Essa música foi muito especial. Era como se o Cazuza estivesse sentado aqui e, por acaso, o violão estivesse ali. A gente começou a cantar, e o canto virou uma música. Não foi aquela coisa de sentar e fazer [a música] (…) A gente estava em frente a lareira da casa, e ela saiu como um filho (…) em 40 minutos”, relembrou a cantora para o livro Eu Preciso Dizer Que Te Amo – Todas as Letras do Poeta, lançado em 2001, com autoria de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, em depoimento à jornalista Regina Echeverria.


Dé recorda que quando chegava nessa frase a música não seguia. “Desentalar esse osso da minha garganta é muito punk. Eu pensei em fazer um blues com essa frase, mas o resto da música é muito romântico”, disse o baixista em um especial para o Canal Bis em 2013. Ele conta ainda que o Cazuza bem tranquilo respondeu, “pô, porque você não me falou isso antes, cara, peraí”, e subiu para o quarto e em cinco minutos desceu com a nova letra batida a máquina, já com o novo refrão “eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano, eu preciso dizer que te amo tanto”. “Ele foi ferino, certo e exato nessa frase. Essa música é o nosso standard. Ela é linda! Eu acho que tinha algum deus ajudando a gente ali, naquele ambiente, naquela casa… Foi tudo certo”, avalia Dé. 



Apesar do primeiro registro da canção em disco ter sido feita por Bebel, foi a cantora Marina Lima, que em 1987, ao incluir a canção em seu disco Virgem, tornou Eu Preciso Dizer Que te Amo “famosa”. “Foi o Cazuza que me mostrou [a música] numa fita cassete. Tinha o Dé tocando violão, a Bebel cantando e o Caju fazendo uns contracantos. Eu achei que ela tinha a ver com o disco Virgem, que vinha preparando”, lembrou Marina.


Na gravação Marina omitiu a última estrofe da música Eu já nem sei se eu tô misturando/Eu perco o sono/Lembrando em cada gesto teu uma bandeira/Fechando e abrindo a geladeira/A noite inteira. “Eu acho que aquela parte não existe. É totalmente irrelevante da canção. Acho que a música vira uma seta no alvo sem aquela parte”, explicou a cantora sobre o fato. “A Marina não gostou da terceira parte, não achava necessária e gravou da maneira que achava melhor. Eu gosto muito da gravação original, da fita cassete. Mas gosto de todas [as outras gravações], acho que todas as regravações mostram um lado da canção que eu não conhecia”, teoriza Dé.


Marina já era um nome consagrado na música brasileira e considera que ter gravado Eu Preciso Dizer Que te Amo em seu disco de 1987, ajudou a transformar a música em um dos clássicos “oitentista”. “Com certeza. Porque eu sendo compositora, gravei uma música do Cazuza por admiração. E foi um disco que estourou, vendeu muito”, recorda.


Eu Preciso Dizer Que te Amo trata do difícil, delicado e complexo tema de uma relação de amizade que se transforma em amor. Acredito que muitos de nós já tenha passado pela situação de evitar uma possível friendzone, mas ter o receio do outro não “partilhar” os mesmo interesses e por isso mesmo sofrer calado as “dores de outro amor” do amigo.


Léo Jaime, amigo pessoal de Cazuza, e um dos muitos artistas que gravaram Eu Preciso Dizer Que te Amo, diz que, apesar de gostar da canção, incluí-la em seu álbum Todo Amor, de 1995, não foi algo pensado com antecedência. “A ideia de gravá-la foi meio de última hora, e o Dé estava presente, um dos autores. A nossa versão tinha o mesmo corte da letra que a Marina já havia feito. E mudamos completamente a harmonia. Adoro esta música”, relembra Léo, que fez uma versão “diferente” da canção. Ao contrário das outras registradas, num tom mais “intimista”, a versão de Léo Jaime tem a levada de uma balada pop, em que o “eu lírico” assume de uma vez por todas o “risco” de ganhar ou perder e nunca demonstra dúvida de mostrar seu sentimento.



O registro na fita cassete, com Dé ao violão, Bebel e Cazuza nos vocais, que Marina ouviu pela primeira vez, foi feito logo após a composição ser concluída. Na gravação podemos ouvir claramente o barulho da tecla “REC” de um gravador caseiro ser acionada e a voz de Cazuza na sequência “apresentando” a obra, indicando que Bebel iniciará cantando. Para isso ele pede “por favor, não façam barulho no ambiente” e pede pelo “maestro” Dé seguido de um “vai Sapo”. “Foi o primeiro registro numa fita cassete na hora em que finalizamos a canção. Cazuza mandou a letra, mas fizemos a canção os três juntos. “Sapo” nesse caso sou eu, mas todo mundo na época se chamava de vários nomes inventados”, relembra Dé. Em 1988 Cazuza, Dé e Bebel Gilberto receberam o Prêmio Sharp de Música (referente ao ano de 1987) de “melhor música pop-rock”, com Eu Eu Preciso Dizer Que te Amo.






Essa gravação caseira, o primeiro registro de Eu Preciso Dizer Que te Amo, foi recuperada nos anos 1990, remasterizada e lançada oficialmente em 1996, no disco Red Hot + Rio. Além de Bebel Gilberto (1986 e 1992), Marina Lima (1987) e Léo Jaime (1995), a canção foi regravada por Pedro Camargo Mariano (para o especial Som Brasil – Cazuza, 1995), Cássia Eller (Veneno Antimonotonia, 1997), Emílio Santiago (Preciso Dizer Que Te Amo, 1998), Jay Vaquer (Cazas de Cazuza, 2000) e Zizi Possi (Bossa, 2001). Cazuza, Dé e Bebel ainda fizeram juntos Mulher Sem Razão, Minha Flor Meu Bebê, Mais Feliz e Amigos de Bar.


Eu Preciso Dizer Que te Amo

Quando a gente conversa Contando casos, besteiras Tanta coisa em comum Deixando escapar segredos E eu não sei em que hora dizer Me dá um medo

É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado Só pra eu ficar do teu lado Você me chora dores de outro amor Se abre e acaba comigo E nessa novela eu não quero Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando Eu perco o sono Lembrando em cada gesto teu uma bandeira Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Cazuza, Bebel e Dé, amigos na vida e na música
                          



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9 de abril de 2018

Canção de segunda: Madalena - Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza



Madalena é , na verdade, um nome fictício. Apesar de ter sido inspirada em uma mulher real, seu nome não era este, e sim Vera Regina.

A letra de Madalena, composta por Ronaldo Monteiro de Souza em parceria com Ivan Lins, retrata a dor de um término de namoro. Ronaldo namorava Vera Regina há 3 anos, quando o romance terminou. Desolado, ele foi se consolar em um bar de Copacabana. Olhando o mar, surgiu a frase que daria início à música: “o mar é uma gota, comparado ao pranto meu”. O resto da letra foi escrita em um guardanapo, no bar mesmo.

Vera Regina só ficou sabendo da homenagem muito tempo depois. Mas porque o nome Madalena? Diz Ronaldo que não queria usar o nome de Vera Regina e que Madalena foi o primeiro nome que lhe ocorreu. Foi uma boa escolha, visto que a música fez sucesso e se consagrou na voz de Elis Regina. Ivan Lins também cantou tanto esta música que acabou enjoando. Verdade! O sucesso foi tanto que as pessoas sempre pediam para que ele a tocasse em seus show.



Depois da “primeira” Madalena, várias outras surgiram. Fagner tem uma música chamada Madelena; Seu Jorge, também tem uma chamada Madá – um sucesso também.



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19 de março de 2018

Canção de Segunda: Carlos, Erasmo.. - Erasmo Carlos



No decorrer dos anos 1960, Erasmo Carlos formou uma das maiores duplas de compositores de sucesso da história da MPB ao lado de Roberto Carlos, com quem fez diversas canções de enorme sucesso tanto para o “Rei” (Roberto) quanto para o “Tremendão” (Erasmo) e também para outros artistas na época da Jovem Guarda. E foi nessa década em que Erasmo emplacava só sucessos atrás de sucessos durante seu período como artista na RGE Discos, gravadora aonde tinha Chico Buarque de Holanda, o sambista Miltinho entre outros. Mas na década seguinte, com o sucesso de Sentado À Beira do Caminho, que acabara sendo um dos maiores legados da dupla, acabavam os bons anos na RGE. A Jovem Guarda já deixara de ser um programa fazia anos, Roberto consolidava com seu sucesso mundial e mais sucessos a dupla compunha. Foi em 1971 que viu tudo mudar de rumo: assinava com a Philips - que estava com um elenco de peso (bota peso nisso), e ali iniciou uma nova fase na sua carreira.

Aqui em Carlos, Erasmo... ele é bem acompanhado por músicos como o genial Lanny Gordin na guitarra, o baterista Flávio de Barros nesse time, Sérgio Sznelwarno baixo e em algumas faixas também contam com os Mutantes nas bases, mais precisamente Sérgio Diasna guitarra, Dinho Leme na bateria e Liminha no baixo - este último, que depois participara da banda Companhia Paulista de Rock, acompanhando o Tremendão em discos e shows de 1973 a 76.

O álbum já começa bem: uma guitarra swingada é o cartão de visitas para um Erasmo mais na pegada do sambalanço através da faixa De Noite na Cama, escrita por ninguém mais ninguém menos que Caetano Veloso em seu exílio nas terras do chá e do futebol, feita especialmente para o próprio Tremendão e que agradou até Marisa Monte, uma das que regravou este tema maravilhoso anos mais tarde; depois, temos uma baladinha típica com orquestrações em Masculino, Feminino onde ele divide os vocais com Marisa Fossa; as composições da dupla aparecem em É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo, baladinha com ares progressivos e um solo de saxofone arrepiante e pegajoso, fala de como foi longa a caminhada de Erasmo para chegar ao sucesso, e ainda coloca nos versos:
"Descansar não adianta/ Quando a gente se levanta/Quanta coisa aconteceu"

como se a gente estivesse a despertar de um sonho que a gente mal imagina o que realmente passou; o lendário compositor uruguaio Taiguara aparece colaborando com Dois Animais na Selva Suja da Rua, com uma pegada bem energizante tanto pelas melodias quanto pela forma que Erasmo dá voz a este tema - um dos melhores deste disco; já mais adiante em Gente Aberta, o clima começa bemsoft e acaba puxadão para o soul à la Motown, mais um tiro certeiro de Roberto & Erasmo: É dificil colocar apenas um trecho dessa canção por parecer Tão atual:

"Eu não quero mais conversa/ Com quem não tem amor/ Gente certa, gente aberta/ Se o amor chamar, eu vou.."

O lado A termina com uma versão bem eletrizante do samba sessentista Agora Ninguém Chora Mais, da autoria de Jorge Ben: um rockzão totalmente elétrico, cheio de solos, lembra um pouco Zeppelin e coros (duvido que estes vocais que acompanham o Erasmo sejam os MPB-4, só acho) que engrossa mais o caldo deste disco; para o lado B, uma história bíblica abre esta segunda parte do disco: Sodoma e Gomorra, com uma voz suavizante e uma levada de bossa que puxa um pouco para o country e pro folk especificamente; e nós temo uma boa dose de otimismo em Mundo Deserto, que faz a gente ter esperança de dias melhores no meio das sombras que eram o regime/ditadura militar e ainda garante:

“Tenho fé que meu país ainda vai dar amor pro mundo”

Numa levada bem soulzeira com ares de rock, bem parecido um pouco com Sly and the Family Stone e também com Funkadelic ao notar o arranjo; Já na faixa seguinte, o Tremendão pede algo que acaba soando ousado demais em Não Te Quero Santa, destacando o excesso de sensualismo (ou uma parte deste) na letra; contra atacando novamente nesse disco, a dupla traz aqui Ciça, Cecília com uma pegada bem jovem-guardista e recheada de metais, e de pegada latina: uma mistura nada de ruim que nos decepcione até aqui; na sequência, um bolerinho psicodélico Em Busca das Canções Perdidas Nº 2 que chega a passar batido, seguido de um tema dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle intitulado 26 Anos de Vida Normal é nada mais que um balanço sincero sobre um homem que passou bom tempo entre o jornal e a televisão, com um wah-wah e arranjos de Rogério Duprat (1932-2006), que também fizera os da faixa que encerra o disco: Maria Joana, uma primorosa ode canábica de Roberto & Erasmo - uma das faixas que a Censura ousou vetar sua radiodifusão e execução em shows ao tentarem justificar que se tratava sobre Joana, filha de Nelson Motta - em uma pegada de mambo, bem à moda caribenha e psicodélica fechando com chave de ouro esta obra-prima.

Basicamente, este trabalho oferece uma mudança radical no som do Tremendão que oferece o que pouca gente conhecia, mais além daquele da Festa de Arromba e também do Coqueiro Verde que estávamos acostumados. Autêntico. Ousado. Diferente. E de tão ousado e diferente esse disco é, que ganhou um espaço merecido na lista dos 100 Maiores Álbuns da Música Brasileira, dando o merecido 31º lugar, e possivelmente figurando possivelmente em alguma lista dos melhores álbuns rock brasileiro e que ganhou reedição internacional em vinil através do selo Light in the Attic, destacando seu valor aqui e lá, além deste também Erasmo Carlos & Os Tremendões e inclusive Sonhos & Memórias 1941-1972 também foram reeditados no exterior.


Set do disco:

1 - De Noite na Cama (Caetano Veloso)
2 - Masculino, Feminino (Homero Moutinho Filho)
3 - É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
4 - Dois Animais na Selva Suja da Rua (Taiguara)
5 - Gente Aberta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
6 - Agora Ninguém Chora Mais (Jorge Ben)
7 - Sodoma e Gomorra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
8 - Mundo Deserto (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
9 - Não Te Quero Santa (Fábio/Paulo Imperial) 
10 - Ciça, Cecília (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
11 - Em Busca das Canções Perdidas Nº 2 (Sérgio Fayne/Vitor Martins/Saulo Nunes)
12 - 26 Anos de Vida Normal (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle)
13 - Maria Joana (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)



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5 de março de 2018

Dazaranha e Lenine lançam parceria com "Se tu diz".


A banda manezinha Dazaranha lançou nesta sexta-feira (2) o clipe da música "Se tu diz", em parceria com o cantor Lenine. Este é o primeiro trabalho da banda com o guitarrista Dinho Stormowski como integrante oficial. O clipe foi gravado no ano passado, em um passagem de Lenine por Florianópolis. O single já está disponível em todas as plataformas digitais. O ano promete para a banda, e em breve eles lançam também o DVD gravado no teatro do CIC com a Camerata Florianópolis. 




Se Tu Diz 
(Moriel Costa)
Se tu diz, eu vou

Se tu diz, eu vou

Se tu diz, que vem me visitar, eu vou ficar em casa

É melhor acreditar
Vou lavar a louça, vou lavar a louça
Lavar a louça, rezar e agradecer
Agua de lavar e de beber
Lavar a louça quando ela aparecer, sem pressa ir
A porta abrir, pra ver
Quem veio me ver, prazer em te receber
Rede na parede, balançando a nossa sede
E a seda toca a planta
E o nosso grande dia, vira a noite inteira
De Reggae, de Raggae
De Reggae, de Raggae



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22 de janeiro de 2018

I'll Be There for You... ♫





The Rembrandts é um grupo musical de pop rock/jangle pop dos Estados Unidos, segundo Steve Huey (no Allmusic), formado em 1990 por Danny Wilde e Phil Solem, antigos integrantes da banda de Los Angeles, Great Buildings. A página oficial deles comenta que são mais conhecidos pelas músicas "Just The Way It Is, Baby" e "I'll Be There for You" - esta última, tema de abertura do seriado Friends.


No ano de 1994, The Rembrandts estavam elaborando um novo álbum. Antes de seu lançamento, Danny Wilde e Phil Solem tinham, anonimamente, gravado uma música tema para um programa de TV. A dupla não sabia quanto tempo duraria o programa, mas a série Friends se tornou um sucesso, e a música que gravaram, "I'll Be There for You", estava entre as músicas mais pedidas na rádio (mesmo apenas como um tema de 32 segundos). Foram obrigados (pela gravadora) a adicionar uma versão de corpo inteiro da música para seu terceiro disco, L.P., de 1995[2]. "I'll Be There for You" se tornou uma canção presente nas rádios e que atingiu #17 no Hot 100; com o disco atingindo posição #23 na Billboard 200. Steve Huey, no Allmusic, cita que L.P. se tornou disco de platina.


I'll Be There For You
Eu estarei lá pra você


So no one told your life was gonna be this way
Então ninguém te contou que sua vida seria assim
Your job is a joke, you're broke
Seu emprego é uma piada, você está quebrado
your love life's D. O. A
sua vida amorosa está morta
It's like you're always stuck in second gear
Como se você estivesse preso na segunda marcha
When it hasn't been your day, your week, your month
Pode não ser seu dia, sua semana, seu mês
or even your year but
nem mesmo seu ano mas

I'll be there for you
Eu estarei lá por você
When the rain starts to pour
Quando a chuva começar a cair
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Like I've been there before
Como já estive antes
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Cause you're there for me too
Porque você também está lá pra mim

You're still in bed at ten
Você ainda está na cama às 10
And work began at eight
E o trabalho começou às 8
You've been burned your breakfast
Você queimou seu café da manhã
So far... Things are going great
Até agora... as coisas estão indo bem
Your mother warned you there'd be days like these
Sua mãe te avisou que haveria dias como esse
But she didn't tell you when the world has brought
Mas ela não te contou quando o mundo
You down to your knees and
te deixou de joelhos e

I'll be there for you
Eu estarei lá por você
When the rain starts to pour
Quando a chuva começar a cair
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Like I've been there before
Como já estive antes
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Cause you're there for me too
Porque você também está lá pra mim

No one could ever know me
Ninguém nunca pode me conhecer
No one could ever see me
Ninguém nunca pode me ver
Seems like you're the only one who knows
Parece que você é o único que sabe
What it's like to be me
O que é ser como eu
Someone to face the day with
Alguém pra encarar o dia com você
Make it through all the rest with
Bagunçar tudo com você
Someone I'll always laugh with
Alguém que sempre rirá comigo
Even at my worst I'm best with you, yeah
Até no meu pior eu sou melhor com você, yeah

It's like you're always stuck in second gear
Como se você estivesse preso na segunda marcha
When it hasn't been your day, your week, your month
Pode não ser seu dia, sua semana, seu mês
or even your year
nem mesmo seu ano
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
When the rain starts to pour
Quando a chuva começar a cair
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Like I've been there before
Como já estive antes
I'll be there for you
Eu estarei lá por você
Cause you're there for me too
Porque você também está lá pra mim










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27 de novembro de 2017

Registros & Aleatoriedades


Estou um pouco preguiçosa para preparar a minha câmera para fotografar. No final de semana eu estava fuçando aplicativos de fotografia pelo celular no Play Store e encontrei o Instamini que é um aplicativo que imita o formato da camera Polaroid e deixa as suas fotos com o estilo de fotografia antiga.

Uma "Selfie" para não perder o costume...  Essa eu tirei quando cheguei em casa depois do almoço com meus pais.


Eu morro de amores pelo acessórios do Mickey e da Minnie desde  o dia em ganhei uma Minnie de pelucia quando eu tinha 08 anos de idade... A loja da Riachuelo fez uma promoção com camisetas e acessórios da turma do  Mickey e comprei essa camiseta que é o meu xodózinho hehehe.



Eu ganhei um cachorro da raça Pinsher ele ja tinha  nome antes mesmo de vir aqui para casa... Fernandão é o meu "chicletinho" ciumento que não deixa a Mallu a pinsher nossa cachorrinha do meio se aproximar de mim nem o Teddy o Lhasa Apso o nosso cachorrinho mais velho...

No final de semana ele gosta de passear de carro  só fica bastante nervoso com as motos barulhentas. 


Segunda - Feira é dia de treino! No caminho da academia eu encontrei essa florzinha amarela adorei a composição crua da fotografia...


Para começar o treino 10 min de esteira para começar a suar...



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20 de novembro de 2017

Comunidade Nin-Jitsu e Armandinho lançam parceria "Só Notícia Boa"

"Só notícia boa, só gente bonita 
 Pense positivo e tenha fé no que acredita."




Na semana passada, eu fui no meu primeiro show da Comunidade Nen Jitsu. Eu conheço apenas 3ou9 musicas da Comunidade por causa da tal "memória afetiva" de ouvir musicas na rádio de madrugada.


Os caras que compõe a banda Comunidade Nin-Jitsu são: Fredi Chernobyl, Cristiano Bertolucci, Nando Endres e Mano Changes. Juntamente com o Armandinho, um dos cantores mais populares do Rio Grande do Sul. Agora se unem para lançar Só Notícia Boa, single que chegou às plataformas digitais nesta sexta e promete ser hit no verão gaúcho.

A união entre reggae e rock ganha também videoclipe, já disponível no YouTube. O refrão tem uma vibe para cima e super positiva. Segundo o Cristiano Bertolucci _ A musica é sobre os tempos difíceis que vivemos, que faltam "boas notícias"_.





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© Lado Milla
Maira Gall